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Como saber quando a minha empresa vai mal financeiramente?

Não são os insights e improvisos que mantêm um negócio, mas o planejamento que o direciona.

Embora seja importante se reinventar quando surgem imprevistos, não são os insights e improvisos que mantêm um negócio, mas o planejamento que o direciona. Se as decisões financeiras são sempre tomadas conforme as necessidades imediatas, talvez você não perceba que a empresa vai mal enquanto há tempo para salvá-la.

Por isso, hoje vou compartilhar com você um trecho de uma entrevista gravada pela KLA Educação Empresarial em que menciono situações comuns e financeiramente temerárias. Assista ao vídeo pensando em sua gestão financeira para saber se este é o caso da sua empresa, também.

3 pilares que revelam quando a empresa vai mal

Como expliquei no vídeo acima, para ter sucesso dentro de uma empresa, é preciso ter uma visão estratégica em três frentes: gestão do negócio, banco e governo.

1. Gestão do negócio

Conhecer e saber interpretar os números do seu negócio é fundamental para acertar nas decisões relativas às finanças. Para tanto, você precisa ter conhecimento sobre tudo o que entra e sai do caixa, as datas e os motivos das transações realizadas e a realizar. Além disso, é importante que você faça comparativos entre o que estava previsto e o que foi realizado, para ajustar a estratégia conforme a realidade do negócio.

2. Banco

Acostumado a usar o cheque especial para cobrir “emergências” financeiras, o empresário brasileiro ainda dá pouca importância para as altas taxas de juros dos bancos. Assim, resolve problemas imediatos sem considerar as consequentes dívidas administrativas e, em vez de melhorar a situação, intensifica o desequilíbrio financeiro da empresa sem perceber. Neste caso, também é imprescindível entender os números e ter ciência das consequências de cada negociação para não perder dinheiro.

3. Governo

Concordando ou não, os impostos estão aí e precisam ser pagos, pois, se não o fizermos, uma hora a Receita Federal vai bater em nossa porta com a conta em aberto acrescida de uma multa que pode variar de 75% a 225%. Isso porque o Sistema de Escrituração Digital (SPED) tem fechado o cerco com a comparação de dados, impedindo que a sonegação de impostos passe despercebida. Sendo assim, em vez de apostar no “jeitinho brasileiro”, estude as opções de tributação, junto com o seu contador, e escolha a mais adequada ao seu negócio para pagar menos.

Mudança de cenário quando a empresa vai mal

A grande vantagem de compreender os números do negócio, do banco e do governo, é poder criar cenários financeiros que favorecem a empresa. Porque assim você identifica as causas dos problemas, podendo trabalhar nesses pontos para eliminar a falta de lucro e liquidez.

Esse é um caminho que funciona tanto em momentos que a empresa vai mal quanto na busca por melhores resultados financeiros, visando o seu crescimento. Afinal, não estamos falando de soluções paliativas, mas de planejamentos que possibilitam o controle financeiro contínuo e a implantação de medidas preventivas para situações inesperadas.

A sua empresa está livre de sofrer uma autuação fiscal?

A Receita Federal tem acesso a todas as informações contábeis e fiscais da sua empresa por meio do SPED.

Você sabia que a Receita Federal tem autuado empresas que não estão com o seu financeiro em ordem? Depois que o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) foi criado, em 2007, ficou muito mais difícil sonegar impostos ou esconder aquele “caixa dois”, que antes “passava batido”. Até mesmo a falta de organização no setor financeiro da empresa pode gerar uma autuação fiscal, devido a erros em declarações!

Isso acontece porque o SPED possibilita o cruzamento de informações pela Receita Federal. Então já não basta fazer o balanço financeiro e pagar impostos, por exemplo. É preciso entregar dados completos, relacionados a todo dinheiro que entra e sai do caixa. Caso contrário, sua empresa pode cair na “malha fina”.

Veja, neste breve vídeo, como o fisco pode descobrir as irregularidades financeiras da empresa:

Para evitar uma possível autuação fiscal, você precisa entregar o DFC, que é a Declaração de Fluxos de Caixa por Demonstrativo de Fluxos de Caixa:

  • operacional, que apresenta o dinheiro que entrou e o que saiu do caixa, referente exclusivamente ao negócio;
  • financeiro, que mostra todos os empréstimos feitos pela empresa e os pagamentos dessas dívidas;
  • investimento, que indica quanto está sendo usado para investir.

Como evitar uma autuação fiscal

Na prática, isso quer dizer que a Receita Federal, hoje, tem acesso a todas as informações contábeis e fiscais da sua empresa. Então toda a sua movimentação bancária dos últimos dez anos, tudo o que você comprou e vendeu nos últimos cinco anos, e a sua declaração de imposto de renda estão sujeitos à análise do fisco. Ou seja: nada passará despercebido!

Por isso eu costumo dizer que “a grande malandragem” é pagar imposto e ter uma gestão financeira visando a realidade da empresa. Porque se você receber uma autuação fiscal, pode ter que pagar até 225% de multa. Então sai muito mais barato pagar os impostos e organizar o seu financeiro do que sofrer uma autuação da Receita Federal! 

Fiscal ganha comissão se atingir meta de autuações

Contribuintes acreditam que muitos dos autos de infrações são desnecessários.

O Fisco está cada vez mais feroz com relação ao cruzamento de dados das empresas. Apresentação incorreta dos dados fornecidos pela empresa, atraso no pagamento de tributos e notas fiscais incorretas são alguns eventos levantados pela fiscalização que faz autuações e, consequentemente, gera multas para a empresa.

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