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Administração, Finanças, Fluxo de Caixa, Planejamento - 10/01/2020

A riqueza do empreendedor está no lucro?

Gastar à vontade, considerando o saldo de caixa como o lucro do negócio, é um convite à quebra da empresa.

Em uma cidade de interior Kleber vendia sapatos produzidos por sua própria fábrica. Ele tinha uma marca consolidada na região e esbanjava o dinheiro da empresa com a certeza de que o seu lucro estava no caixa e que poderia ser utilizado à vontade, entretanto essa riqueza era ilusória e o fim de toda a fortaleza que o rodeava estava próximo.

Assim como muitos outros empresários brasileiros, Kleber agia como rico para gastar o dinheiro da empresa, mas pensava como pobre quanto à gestão financeira do seu empreendimento. Enquanto ele fazia investimentos sem qualquer planejamento e priorizava os gastos particulares, a empresa mergulhava em um emaranhado de problemas e ficava cada vez mais endividada com bancos e nos pagamentos de impostos.

O dia que o contador veio lhe dizer que se não fosse tomada uma providência rapidamente sua empresa quebraria, Kleber se assustou! Ele nem imaginava que a empresa estivesse com problemas financeiros e de repente se viu tendo que enfrentar uma crise.

O controle do Fluxo de Caixa é mais importante do que o lucro

Ao procurar ajuda especializada, verificou a necessidade de elaborar um Fluxo de Caixa para controlar as entradas e saídas de dinheiro e se planejar para ter saldo disponível na hora de pagar as contas. Também precisaria adequar os gastos (principalmente as retiradas de dinheiro para uso próprio), fazer um planejamento tributário a fim ajustar os pagamentos de imposto de forma correta, controlar estoque por margem de contribuição e giro, estabelecer uma política de crédito para clientes e definir metas de vendas com a visão do caixa.

Paralelo a isso, Kleber entendeu que deveria investir em treinamento de equipe para que todos compreendessem o propósito da empresa e qual a melhor maneira de atender o problema do cliente.

Por fim, teria que estabelecer métodos para melhorar a produtividade, porque havia muita ociosidade entre os funcionários da fábrica, fazendo-o perder dinheiro.

Kleber colocou em prática essas mudanças, fez inovações que agradaram o seu público e viu o seu negócio deslanchar após entender que uma empresa não consegue sobreviver sem liquidez (dinheiro próprio do negócio no caixa). Só então ele compreendeu que a verdadeira riqueza do empreendedor não está no lucro da empresa, mas está na sabedoria das suas atitudes.

Imagem de mentatdgt por Pexels.

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.