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Administração, Finanças, Fluxo de Caixa, Planejamento - 13/12/2019

A Recuperação de um Negócio de Família pela gestão do Fluxo de Caixa

Sandro quase quebrou após herdar a empresa, mas, pela memória do pai, tomou uma decisão que mudou tudo.

Empresário com celular e notebook avaliando sua gestão do fluxo de caixa

Por muitos anos Sandro acompanhou a luta de seu pai para construir e consolidar uma madeireira reconhecida no extremo sul de São Paulo. Aquele era o sonho do pai, que com o passar dos anos tornou-se o sonho também do filho.

Há três anos, o pai de Sandro faleceu e ele, sendo o filho mais velho, assumiu a empresa. Entretanto, por não ter tanta experiência, não se dedicou à gestão do Fluxo de Caixa, perdeu o controle dos gastos da madeireira e passou a viver na “corda bamba”.

Sandro percebeu que o negócio de anos de dedicação do seu pai estava quebrando pouco a pouco e ficou muito angustiado. Ele não poderia deixar morrer a memória de seu pai dessa maneira. Além disso, essa empresa era a principal fonte de renda da família. Como ficaria a sua mãe e seus irmãos se a madeireira fechasse?

Definitivamente não dava para se acomodar e se permitir ser engolido pela situação! Há algum tempo Sandro tinha ouvido falar sobre um treinamento de Fluxo de Caixa que talvez o ajudasse e decidiu se inscrever para participar da próxima turma.

Potencial empreendedor camuflado

Durante o curso Sandro percebeu que o seu problema era mais simples de resolver do que ele poderia imaginar. Primeiramente ele precisava acreditar no seu coração e na sua intuição.

Por muitos anos ele admirou a forma de seu pai trabalhar para erguer aquele negócio e se julgou inferior, sem se dar conta de que, além de ter aprendido muito enquanto trabalhavam juntos, tinha herdado o gosto pelo empreendedorismo e poderia fazer realizações tão boas ou até melhores, de forma a dar continuidade ao negócio da família.

Armadilhas das datas de pagamentos e recebimentos

Outro ponto a ser ajustado era em relação ao controle das entradas e saídas do caixa. Como Sandro recebeu a empresa com bastante dinheiro em caixa, acreditou que bastava vender, pagar as contas e investir em novos materiais, que tudo seguiria bem.

Entretanto, ele fez muitas compras à vista e vendas a prazo sem observar as datas de recebimento. Em pouco tempo começou a faltar dinheiro para pagar as parcelas que devia e os gastos fixos. Aí entrou a “operação fabricar dinheiro” (atrasava pagamentos a fornecedores, tomava empréstimos de banco e de terceiros e deixava de pagar impostos) para conseguir pagar as contas no dia a dia.

Vida após o Fluxo de Caixa

Como ele havia se endividado muito, após organizar o seu Fluxo de Caixa percebeu que precisaria melhorar a sua liquidez. Para isso, analisou o estoque das madeiras para diminuir as compras, agregou valor ao serviço e ajustou os preços que já estavam defasados, diminuiu as vendas a prazo, negociou prazos maiores com seus fornecedores e começou a se dedicar mais aos seus clientes.

Aos poucos Sandro conseguiu diminuir as dívidas que havia feito, começou a utilizar novos controles financeiros para não perder mais dinheiro e aprendeu a se planejar corretamente.

O jovem empresário ficou radiante por ter dado a volta por cima e superado suas próprias expectativas. Além de ter recuperado o patrimônio da família, honrou o nome do pai, adquiriu confiança em si mesmo e descobriu que não existe obstáculo intransponível quando a pessoa segue firme rumo a um grande sonho.

Imagem de Snapwire por Pexels.

CONHEÇA O SISTEMA FLUXO DE CAIXA DO SANDRO

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.