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Administração, DSD, Geral - 07/01/2021

Crenças limitantes geram problemas financeiros na empresa

A solução para os problemas financeiros pode estar em atitudes inibidas por crenças limitantes ilógicas.

Menino sentado em cadeira de empresário - conceito: crenças limitantes

Será que os problemas financeiros da minha empresa têm sido frequentes por causa de crenças limitantes? Mas como as minhas crenças afetariam o meu negócio? – você pode se perguntar.

Primeiro é importante entender o que realmente significa o termo “crenças limitantes”. No sentido literal, podemos dizer que são coisas que, segundo o que você acredita, o impedem de realizar/limitam determinadas ações.

Quais são as crenças limitantes?

São coisas nas quais acreditamos, nossa forma de pensar (no caso, relacionadas a dinheiro) e que nos afastam ou nos impedem de atingirmos nossos objetivos, mesmo quando temos todas as informações racionais necessárias para fazê-lo. Essas crenças funcionam como mecanismos de autossabotagem.

Por incrível que pareça, não há uma lista pré-determinada de crenças limitantes. Isso porque não são exatamente as crenças que nos limitam, mas o conceito que formamos a partir delas, seguido das nossas escolhas. 

Quer um exemplo prático de crenças limitantes?

Por exemplo: o filho de um empresário bem sucedido cresce estudando em boas escolas e recebendo tudo o que precisava sem grande esforço. Durante a sua juventude, acompanha o trabalho do pai na empresa para aprender, mas não coloca a mão na massa porque não precisa.

Até que o pai fica doente e, no leito do hospital, pede para o rapaz continuar a negociação com os clientes. Eles não podiam perder o investimento que haviam feito; estavam contando com essas vendas! O filho arregala os olhos e exclama: Eu?!.

O pai insiste, dando as devidas instruções, e ele aceita. Só que, na hora da reunião, ele não sabe muito bem como conduzir e parece que tudo o que havia aprendido na teoria não valia de nada naquele momento. Naquele dia, não houve acordo com os clientes, a empresa perdeu um pouco de dinheiro e o rapaz começou a duvidar da própria capacidade.

Uma semana depois o pai sai do hospital e, de volta à ativa, remarca a reunião e consegue reverter o caso, enquanto afasta o filho da linha de frente novamente. Então o rapaz lembrou-se de todas as vezes que tentou ajudar o pai nas vendas e ouviu que “o filho do dono não tinha que trabalhar”.

Se antes essa frase era agradável de ouvir, pois o deixava em posição confortável, agora passou a ser um sinal de derrota, como se endossasse a suposta incompetência deste jovem para os negócios. Assim, quando o empresário faleceu, muitos anos depois, deixando o filho (já na meia-idade) como principal herdeiro da empresa, o negócio durou mais dois anos e logo fechou. 

Como essas crenças podem fazer um estrago tão grande?

No exemplo dessa história, nós temos pelo menos duas crenças limitantes que fizeram a empresa perder dinheiro e depois fechar:

  1. “O filho do dono não tem que trabalhar.” – Esse empresário provavelmente acreditava que poupar o filho do trabalho e das preocupações o manteria protegido e, portanto, seria melhor para a sua criação. Porém, ele se esqueceu de prepará-lo para a vida (e, consequentemente, para dar sequência ao negócio da família).
  1. “Eu sou incapaz de realizar.” – Por falta de incentivo e excesso de proteção na infância e juventude, o filho não desenvolveu sua autoconfiança e autonomia para realizar. Ele conhecia todos os procedimentos da empresa, por ter acompanhado o pai por tantos anos, mas não se sentia capaz de colocar em prática por não ter colocado a mão na massa enquanto aprendia a teoria.

O curioso é que tanto o empresário quanto o seu sucessor tinham plenas condições de fazer diferente para a empresa continuar firme no mercado. Entretanto, nenhum dos dois teve a oportunidade (que você está tendo agora) de receber esse alerta sobre as crenças limitantes e, portanto, não conseguiu perceber onde estavam os bloqueios. 

Sabe por que é tão difícil perceber espontaneamente? Porque as crenças limitantes são introduzidas na mente de forma ilógica e se misturam aos princípios que construímos ao longo da vida. Então se tornam parte de quem somos e de como agimos. Foi exatamente o que aconteceu com esses dois: eles não sabiam que esses conceitos, tão enraizados em suas mentes, eram crenças limitantes que poderiam ser repensadas.

O que tem impedido você de resolver os problemas financeiros da empresa?

Todos nós temos crenças limitantes; isso é uma questão cultural. Porém, não precisamos ficar fadados ao insucesso por causa de conceitos que, se avaliarmos, não fazem sentido para nós. Lembre-se de que nem tudo funciona exatamente da forma como disseram a você na infância. Por isso, avalie os seus pensamentos e atitudes, procure entender as verdadeiras razões dos porquês que você carrega. Afinal:

  • sua empresa não precisa ser pequena só porque você vem de uma família menos abastada; 
  • seu financeiro não precisa depender das variações do mercado e dos bancos para ter liquidez;
  • sua gestão financeira não precisa ser na base do erro e acerto porque “sempre foi assim”…
  • os outros não são melhores do que você;
  • ganhar dinheiro não é muito difícil;
  • dinheiro não é a raiz de todo mal.

Existem alternativas muito mais simples e efetivas para lidar com os seus problemas, todas a apenas um questionamento de distância. Então se dê essa oportunidade e se abra para o novo! Questionar suas possíveis crenças limitantes e experimentar o diferente fará com que você mesmo se surpreenda com o que é capaz de realizar em situação de crise.

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Foto de Courtany por Pixabay

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.