Arquivo da tag: Economia

Por que as empresas não ganham dinheiro?

Ninguém está livre de cometer erros. O segredo, porém, é descobri-los a tempo e ter atitude para resolver problemas.

Acredito que toda empresa, ainda que uma vez, já tenha passado por uma crise, seja ela resultado de descontrole financeiro, investimento errado, falta de controle no estoque, conflito entre sócios, perda de clientes, falta de integração da equipe etc…

Em muitos casos a atitude do executivo é empurrar com a barriga, esperando que um grande milagre ocorra ou consiga um sócio capitalista para cobrir o rombo.

Como as empresas são idealizadas, estruturadas, administradas por pessoas para atender pessoas, é na capacidade de lidar com pessoas que reside o fracasso ou sucesso de um empreendimento.

Vamos estruturar esta linha de pensamento baseado em 03 níveis de pessoas:

1. Empreendedor

Até recentemente as pessoas eram preparadas para vender de 08 a 12 horas diárias dos seus próximos 35 a 40 anos de saúde e disposição em troca de um salário, treinamento, proteção das adversidades, tanto no presente quanto no futuro, e a aposentadoria complementar. E o seu sonho?

Enquanto isso as escolas não ajudam a descobrir os talentos naturais e como usá-los e passam anos ensinando a decorar fórmulas, repetir receitas e a não correr riscos.

Empreender é aprender com os erros, ter experiências próprias, exercitar a criatividade (habilidade de ter ideias e fazer a escolha certa) e inovação (habilidade de colocá-las para funcionar de maneira diferente) para atrair pessoas que valorizam o que sua empresa sabe fazer e pague por isso.

2. Funcionário

As empresas estão perdendo um dos seus principais ativos – o capital humano – com isso perde-se história e conhecimento. Estabeleça os direitos e deveres e tenha uma equipe que perceba que pode crescer e se desenvolver junto com a empresa.

A estratégia da empresa deve ser apresentada à equipe para que tenham uma visão clara do que isso significa para a empresa a longo prazo, cuidando para que cada um desempenhe o papel necessário para que as diretrizes (objetivo + meta + tempo) por departamento sejam alcançadas.

Não adianta só treinamento, é preciso desenvolver uma equipe que pense, execute, resolva e tenha iniciativa, disponibilize informações e estabeleça indicativos para que os funcionários não executem as tarefas de acordo com o seu julgamento pessoal.

Sistema Tradicional
Empreendedor Resolve problema
Gerência Apaga incêndio
Funcionários Sem rumo

 

Sistema Ideal
Empreendedor Estabelece o planejamento
Gerência Define os procedimentos e as diretrizes
Funcionários Resolvem os problemas, de acordo com um método

 

3. Cliente

O maior ativo de qualquer empresa é o cliente que foi obtido pela reputação, atendimento ou referência. É importante entender que a essência de qualquer negócio é servir pessoas para satisfazer uma necessidade, desejo ou desconforto, busque se relacionar com educação e respeito e que apesar de representar o básico, dificilmente são encontradas na maioria das empresas.

Cliente fidelizado volta a comprar o produto ou serviço da empresa e ainda indica para outras pessoas. Isso é o boca-a-boca, uma das ferramentas mais poderosas de marketing. É importante ressaltar que o consumidor não estabelece relação com a empresa, mas com as pessoas que os atendem.

Leia também

É fundamental conhecer Os Números do Negócio.

Crise mundial, após 01 ano?

Após crise das empresas “pontocom” o FED baixou a taxa básica de juros, induzindo as pessoas ao consumo.

Em janeiro de 2001 as taxas de juros que servem de parâmetro para o crédito eram de 6% ao ano. Após “crise do pontocom”, em 2001, o Banco Central Americano (FED) baixou as taxas de juros dez vezes para 2% ao ano, na expectativa de incentivar a produção, reduzir a taxa de desemprego e induzir as pessoas a consumir. (mais…)

Brasil sai da recessão, mas não da crise

As pessoas criticam só o Banco Central, mas o problema são os juros que o governo paga pela dívida líquida pública.

A economia brasileira nos últimos anos (2006-2008) cresceu a passos rápidos, ajudada pelo aumento de preço das commodities (minérios e gêneros agrícolas produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial), pelo inédito volume de recursos financeiros externos sob as mais variadas formas, pelo crédito interno tomado pelas empresas e uma maior condição de compra do consumidor (empréstimos de longo prazo). (mais…)

Vamos ter que ficar em dia com o Leão

O BC trabalha sem cessar para cruzar on-line os dados de CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual e federal.

Desde o dia 07/05/2009 um computador chamado Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, apelidado de HAL, que só existem 02 similares no mundo, trabalha sem cessar no sub-solo do Banco Central para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no Brasil.

Em 04 dias de operação, ele criou nada menos que 150 milhões de diferentes pastas, uma para cada correntista do país, interligados pelos CPF’s e CNPJ’s aos nomes dos titulares e de seus procuradores. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do país, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário, passando a ser uma ferramenta poderosa para combater fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro.

A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário. Quando o sistema se estabelecer o CCs deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.

O objetivo, em 2011, é cruzar on-line as informações que envolvam CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual, federal com:

CARTÓRIOS: Checar os bens imóveis – terrenos, casas, aptos, sítios, construções;

DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis etc.;

EMPRESAS EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F etc.), passando a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e serviços e geral, bem como os financiamentos em geral.

O acompanhamento e controle da vida fiscal das pessoas ficarão tão aperfeiçoados que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de imposto já pronta para o contribuinte validar. Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas etc.

Com relação às empresas, a partir de 22/01/07 foi instalado o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, que é um gigantesco banco de dados do Fisco, que armazenará informações de tudo o que as empresas compram, vendem e arrecadam de impostos, e ficará à disposição da Receita Federal e das 27 secretarias estaduais da Fazenda.

O SPED compreende 04 subprojetos:

1 – Escrituração Contábil Digital (ECD): a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:

  • Livro Razão;
  • Livro Diário;
  • Livro de Balancete Diários e Balanços;

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas sujeitas a tributação do Imposto de Renda, com base no lucro Real.

2 – Escrituração Fiscal Digital (EFD) a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:

  • Registro de Entradas;
  • Registro de Saídas;
  • Registro de Inventário;
  • Registro de Apuração de IPI;
  • Registro de Apuração de ICMS.

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas contribuintes de ICMS e/ou IPI.

3 – Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

Alteração da nota fiscal em papel modelo (1 ou 1A) por nota fiscal eletrônica com validade jurídica para todos os fins, com o objetivo de documentar as operações de circulação de mercadorias.

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 21 de setembro de 2009, para todas as empresas que tenham operações comerciais com produtos e serviços, uma vez que o talonário de papel deixou de ter valor.

4 – Conhecimento de Transporte Eletrônico (Ct-e)

É um documento para fins fiscais, para o serviço de transporte de cargas realizada (Rodoviário, Ferroviário, Aquaviário, e Dutoviário).

Pessoas Jurídicas obrigadas: Ainda não há previsão de obrigatoriedade de emissão do CT-e pelas empresas prestadoras de serviços de transporte.

Atualmente o  regime tributário das empresas hoje está dividido em:

LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte, representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;

LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte, representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;

SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional, ou seja, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade.

A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de “ir acertando” os detalhes que faltam para minimizar problemas futuros, pois até o final de 2010 toda e qualquer empresa independente do regime tributário, precisam estar preparadas eletronicamente para atender o SPED.

Leia também

Saiba como se prevenir contra o SPED

Os 07 maiores erros na gestão empresarial

Devemos evitar erros na gestão empresarial para aproveitar melhor os recursos e o tempo investido.

Se administrar é fazer escolhas, devemos buscar acertar sempre, caso contrário os recursos e tempo investidos serão desperdiçados.

  1. Vença o medo

    Medo nada mais é do que a ausência do conhecimento e a falta de experiência sobre algo. Avalie quais são os seus talentos, aptidões e competências para administrar um negócio. Enfrente as situações que causam frio na barriga, experimente os limites da sua capacidade, procure enxergar oportunidades onde muitos só vêem ameaças e principalmente tenha clareza sobre o que fazem.

  2. Tenha um horizonte

    Elabore um plano de negócios, que nada mais é do que colocar no papel uma simulação de como a empresa funcionará, através de: viabilidade de mercado, análise da concorrência, avaliação do diferencial competitivo, elaboração de um planejamento operacional, financeiro, tributário e fiscal.

  3. Volte-se para o cliente

    A verdade é que na maioria das vezes o cliente acaba sendo esquecido em boa parte das decisões tomadas pelas empresas.

    É fundamental entender que eles não compram produtos e/ou serviços, mas um pacote de conveniências que lhe proporcione uma maior percepção de valor (algo que ultrapasse o fator preço) como: entender a necessidade, desejo ou desconforto, oferecer uma solução adequada, fazer de forma simples e cumprir o prometido.

    O ato da compra tem pouco a ver com o lado racional e tudo a ver com o lado emocional. Pode parecer difícil de compreender, mas ao comprar algo não estamos em busca exatamente de um produto ou serviço. Algumas vezes, buscamos uma solução para os nossos problemas, porém na maioria das vezes queremos mudar nosso estado emocional: de desânimo para ânimo, de tristeza para alegria.

  4. Gaste menos do que se ganha

    Muitas pessoas sentem certa rejeição diante dos termos do mundo das finanças como Planejamento Orçamentário, Fluxo de Caixa, Ponto de Equilíbrio, Demonstrativo de Resultado e Balanço Patrimonial.

    Números são meros reflexos das decisões que se toma. A gestão de negócio não pode acontecer ao sabor das circunstâncias. Saiba a diferença entre receita, custo e despesa e como estabelecer lucro, liquidez e rentabilidade.

    Todo problema financeiro é conseqüência de um problema operacional. Cuidado com excesso de controles para não perder a agilidade.

  5. O Lucro pode estar no estoque

    A maior parte das saídas de dinheiro de uma empresa está no setor de compras. Quando as compras são erradas, excessivas e mal planejadas aumenta a necessidade de capital de giro e compromete a saúde financeira. É muito comum uma empresa não ter o exato conhecimento da variedade de itens, da quantidade estocada e do capital investido. Para tanto, alguns controles são fundamentais:

    • Custo da Mercadoria, Produto ou Serviço vendido;
    • Margem de Contribuição unitária;
    • Giro de Estoque;
    • Estoque mínimo;
    • Pedido de compra;
    • Estoque Segurança.
  6. Atraia as pessoas certas

    As empresas buscam efetividade e flexibilidade para se adaptar às novas diretrizes do mercado, enquanto os funcionários almejam a segurança do seu emprego e a remuneração. Precisamos ajudar as pessoas a descobrirem seus talentos, com isso desenvolverão confiança, estima e terão a chave para a auto realização, pois vão perceber que podem crescer e aprender com a empresa. É fundamental dar treinamento para desenvolver, na equipe, a capacidade de aprender fazendo, disponibilizar procedimentos para não executarem as tarefas de acordo com o seu julgamento pessoal, estabelecer indicadores representativos para avaliar sua performance, criar um programa de participação nos resultados e estimular o trabalho em equipe.

  7. Monitore de perto a informação

    Antes de comprar um sistema de gestão é necessário mapear todo o processo do negócio para dimensionar o mais adequado (cuidado que o barato sai caro).

    Todas as informações têm algum tipo de significado, servem para que se faça um acompanhamento em tempo real e para desenvolver indicadores que informem situações críticas com antecedência.

Leia também

O que é Fluxo de Caixa.