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	<title>Projeto DSD &#187; Crise Financeira Mundial</title>
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		<title>Crise mundial, após 01 ano?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 21:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Barbosa Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Financeira Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Após a crise das empresas “pontocom” em 2001, o Banco Central Americano (FED) baixou a taxa básica de juros que serve de parâmetro para o crédito, abaixo de 2% ao ano, para que a economia se recuperasse induzindo as pessoas a consumir o que quisessem. <a href="http://projetodsd.com.br/crise-economica-mundial/"></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Em janeiro de 2001 as taxas de juros que serve de parâmetro para o crédito era 6% ao ano, após crise do “pontocom em 2001”, o Banco Central Americano (FED) baixou as taxas de juros dez vezes para 2% ao ano, na expectativa de incentivar a produção, reduzir a taxa de desemprego e induzir as pessoas a consumir.</h2>
<p>Com a economia aquecida em 2002 as empresas financeiras especializadas no mercado imobiliário passaram a conceder financiamento (sub-prime) para vender casas com prestações mais baratas que o valor do aluguel. A primeira idéia brilhante foi emprestar dinheiro á longo prazo, juros altos, para clientes sem comprovação de renda, com histórico ruim de crédito tendo as próprias casas como garantia.</p>
<p>Outro fato a ser considerado é como os preços das residências subiram mais de 70% entre 2002 a 2004, e os juros eram baixos, muita gente refinanciou seus imóveis recebendo dinheiro em troca e utilizou para saldar dívidas do cartão de crédito, de empréstimos pessoais, ou comprar bens não-duráveis.</p>
<p>Ai surgiu à segunda idéia brilhante, em busca de lucros maiores gestores de fundos e bancos compraram a carteira hipotecária (sub-prime) das instituições que fizeram o primeiro empréstimo, permitindo que uma nova quantia de dinheiro fosse novamente emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago.</p>
<p>Como ganância pouca é bobagem, por um processo chamado de Securitização, as hipotecas imobiliárias foram agrupadas e transformadas em títulos negociados pelos bancos de investimentos de Wall Street, para centenas de seguradoras, fundos de pensão e bancos do mundo.</p>
<p>Um dos primeiros sinais da crise foi a retração do mercado imobiliário a partir de junho 2006 em função do grande volume de oferta de casas, ninguém queria mais comprar, as construtoras cancelaram as obras e demitiram funcionários. Para conter a inflação que chegou a 2,9% ao ano, acima de 2% considerada como nível aceitável, o Fed aumentou a taxa de juros chegando a 5,25% ao ano em 2006.</p>
<p>Em 2007 os bancos reajustaram os valores das prestações das hipotecas imobiliárias, assim muita gente se viu pagando dívidas maiores do que o bem a elas atrelado, o que fez ocorrer o movimento de desistência das prestações por parte dos mutuários e o aumento na inadimplência dos empréstimos forçou os bancos a executarem as hipotecas imobiliárias (sup-prime). A partir daí descobriu-se que os sólidos investimentos em imóveis eram na verdade um castelo de cartas e facilitada pela escassa regulação dos mercados financeiros e pela fiscalização ineficiente por parte do Tesouro e Banco Central dos EUA a crise contaminou o mercado mundial, fundos de investimentos de todo o mundo tiveram de desfazer ativos de outros setores para compensar as perdas dos títulos (sub-prime).</p>
<p>Na semana de 15 de setembro de 2008, quando o banco de investimentos Lehman Brothers quebrou, a AIG desmoronou e o Merrill Lynch entregou os pontos, grandes empresas, investidores anônimos, bancos de investimentos e fundos de pensão foram juntos para o buraco e o valor dos ativos financeiros em todo mundo reduziu US$ 50 trilhões (valor equivalente a todo PIB mundial ou toda a riqueza produzida por 6,5 bilhões da população humana durante 01 ano).</p>
<p>Uma das causas foi que os bancos americanos para cada dólar que tinham em capital, eles acumularam dívidas em alguns casos superiores a 40 dólares, baseado em operações de alto risco e pagando bônus milionários aos banqueiros baseados em lucros fictícios.</p>
<p>Ao perceber o tamanho da encrenca e para estancar a quebradeira o  governo americano ignorou as leis de mercado e dividiu as instituições financeiras em duas categorias. A primeira formada por 19 bancos (“G-19”) considerados grandes demais para quebrar e neles injetou algumas dezenas de bilhões de dólares e a segunda turma formada pelo resto foi deixado para se virar sozinha. Atualmente são vistos como bancos poucos seguros, pois não tem o colchão do Tio Sam e não importa se administram corretamente e geram lucro, a sua sobrevivência está ameaçada, até agosto/09, 81 bancos americanos já tinham quebrado e outros 400 estão na corda bamba.</p>
<p>Em decorrência disto a turma do “G-19” está sem rivais no mercado e arriscando a vontade, mesmo sabendo que o negócio pode quebrar, pois o governo americano vai estar lá para evitar o pior e o prejuízo será do contribuinte.</p>
<p>Para as famílias americanas cujos gastos representam 15% da economia global e 70% da economia americana, o governo providenciou estímulos fiscais e uma taxa básica de juros entre 0 e 0,25% por ano para incentivar o consumo, aumentar a produção e baixar o desemprego.</p>
<p>Mas isso não ajuda nada, pois, eles estão atolados com uma dívida que chegou a 138% da sua renda ou mais de US$ 13 trilhões, só no cartão de crédito US$ 3 trilhões (equivalente ao dobro do PIB do Brasil), com poupança zero, salários mais baixos, com emprego ameaçado (taxa atual de desemprego 9,4% o maior nos últimos 25 anos e para pagar esta conta vão ter que diminuir o consumo o que será um problema para a recuperação econômica.</p>
<p>Além disso, 02 problemas estão tirando o sono do governo americano atualmente, o primeiro é que nem ele nem os bancos conseguem calcular o valor dos títulos lastreados em hipotecas ou outros ativos que ainda estão em carteira.</p>
<p>Em julho de 2009, o presidente Barack Obama divulgou sua proposta para inovação do sistema financeiro que precisa ser aprovado pelo Congresso, mas, que contempla 02 aspectos importantes:</p>
<ul>
<li>Quanto maior o banco, maior o seu colchão de capital próprio e, portanto, menor sua capacidade de tomar dinheiro emprestado.</li>
<li>O bônus será baseado em longos prazos, para que os executivos não atuem de maneira irresponsável em troca de lucros imediatos.</li>
</ul>
<p>O segundo é talvez o principal fator de risco para a economia daqui para frente é o déficit fiscal (diferença entre as receitas do governo e as suas despesas) de US$ 1,85 trilhões para o ano fiscal que terminou em 30 de setembro/09 que corresponde a 12,8% do PIB com projeção de 82% do PIB em 2019.</p>
<p>Sendo que as causas são os gastos militares, sistemas de pensões, saúde pública e a queda na arrecadação fiscal.</p>
<p>O terceiro é o déficit comercial, em torno de US$ 800 bilhões anuais, para resolver esta situação os americanos terão não só de importar menos, mas também voltar a exportar.</p>
<p>Esses dois megadéficits (o orçamentário e o comercial) passaram a viver por meio:</p>
<ul>
<li>Internamente, emissão de dólares.</li>
<li>Externamente, pedindo emprestado por meio de venda de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (T-Bond) que financia a dívida, adia o vencimento, mas não a diminui, ao contrário pode aumentar.</li>
</ul>
<p>A conseqüência é que a dívida externa dos EUA (resultado de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo governo (70%), empresas estatais ou privadas) é de US$ 14 trilhões e se continuar neste ritmo, haverá um risco enorme, para começar, teremos a depreciação do dólar e inflação alta, já que o governo vai ter que acabar imprimindo dólar para financiar o déficit, pois, o (T-Bond) vai ser mais difícil vender, desemprego em massa, falência de empresas, baixos níveis de produção e investimentos.</p>
<p>Se este cenário vai acontecer ninguém sabe, tudo isto é uma novidade, pois o problema financeiro atual é causado pelo setor privado e não pelo público, o que torna mais difícil planejar os negócios.</p>
<h2>Leia também</h2>
<p><a href="http://projetodsd.com.br/?p=262">Brasil sai da recessão, mas não da crise.</a></p>
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		<title>Brasil sai da recessão, mas não da crise</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 19:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Barbosa Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Financeira Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se fala em juros no Brasil, as pessoas costumam criticar apenas o Banco Central, no entanto essa avaliação é míope. O problema são os juros que o governo paga pela dívida líquida pública (dívida do Governo Federal em títulos públicos vendidos aqui mais a dívida externa). <a href="http://projetodsd.com.br/brasil-sai-da-recessa/"></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A economia brasileira nos últimos anos (2006-2008) cresceu a passos rápidos, ajudada pelo aumento de preço das commodities (minérios e gêneros agrícolas produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial) pelo inédito volume de recursos financeiros externos sob as mais variadas formas, pelo crédito interno tomado pelas empresas, e uma maior condição de compra do consumidor (empréstimos de longo prazo).<span id="more-262"></span></strong></p>
<p>Neste ponto é importante entender que o consumidor brasileiro decide suas compras com base se a prestação cabe no seu bolso, independente da taxa de juro cobrada.</p>
<p>O crescimento do crédito para a pessoa física esteve diretamente vinculado ao aumento do emprego, até setembro de 2008 a produção industrial cresceu a uma taxa de 7,1% ao ano, gerando 250 mil empregos por mês em um mercado de trabalho de 21,67 milhões de pessoas e com 44% de carteira assinada. As pessoas se endividavam na esperança que permaneceriam empregadas e teriam ganhado de renda no futuro, o crédito se tornou um dos principais motores da economia, chegou a 44% do PIB um número pequeno se comparado com o Chile, China e os Estados Unidos que emprestaram 82%, 114% e 284% do PIB.</p>
<p>Ao contrário do que aconteceu em crises anteriores, em 1995 com o México, 1997 com os Tigres Asiáticos, em 1999 com a desvalorização cambial, a crise de 2008 nos Estados Unidos, não nos atingiu em cheio, porque os bancos não possuíam papéis ligados a hipotecas de alto risco (sub-prime).</p>
<p>Nestes períodos as reservas brasileiras eram em torno de US$ 50 bilhões contra US$ 200 bilhões atualmente. A dívida pública era superior a 60% do PIB, hoje é 40% do PIB e o saldo comercial era deficitário, agora é superavitário.</p>
<p>É preciso entender que as empresas usam recursos próprios e também capitais de terceiros (financiamento) para pagar as matérias-primas, salários e despesas administrativas para produzir bens ou serviços, depois vendem, geram lucro, pagam o empréstimo do banco e impostos para o governo. Isso deveria ser o caminho, mas a realidade é que por vários fatores as empresas cresceram ou mantiveram seus negócios a custa de dívidas e com a crise, a situação financeira se tornou muito delicada.</p>
<p>Num mundo de incertezas, o dinheiro parou de circular e o principal efeito da crise, surgiu no último trimestre de 2008, a dificuldade de se obter dinheiro, pois 19% da oferta de crédito tinham origem externa.</p>
<p>As empresas brasileiras de grande porte tiveram de correr para as linhas de crédito em moeda nacional e a conseqüência foi o sumiço do crédito (capital de giro) para as pequenas e médias empresas.</p>
<p>Para reduzir os efeitos da crise internacional, o governo criou mecanismos para reanimar o mercado interno, através de redução de impostos, corte da taxa básica de juros, reduziu o depósito dos compulsórios (depósitos a vista, a prazo ou poupança) que os bancos fazem junto do Banco Central, liberando mais dinheiro para produzir, girar a roda dos negócios, voltar a empregar e estimular as operações de crédito.</p>
<p>Mas 02 tópicos precisam ser melhorados para sairmos do buraco literalmente:</p>
<ol>
<li> O governo não gasta mais do que arrecada, pois no futuro não se sabe se o país terá dinheiro suficiente para pagar a sua dívida.</li>
<li> O Brasil sairá de um PIB de 5% em 2008 para algo próximo a zero, e para evitar esta desaceleração é necessário:</li>
</ol>
<ul>
<li>Investimento em sistemas produtivos;</li>
<li>Reforma no Sistema Tributário;</li>
<li>Reforma na Previdência Social;</li>
<li>Diminuição do Custo Brasil;</li>
<li>Investimento na Educação;</li>
<li>Investimento em infra-estrutura.</li>
</ul>
<h2>Leia também</h2>
<p><a href="http://projetodsd.com.br/?p=259">Vamos ter que ficar em dia com o Leão.</a></p>
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		<title>Vamos ter que ficar em dia com o Leão</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 19:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Barbosa Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fiscal Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Financeira Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o dia 07/05/2009 um computador chamado - Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, trabalha sem cessar no sub-solo do Banco Central para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias. O objetivo em 2011 é cruzar on-line as informações que envolvam CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual, federal. <a href="http://projetodsd.com.br/como-as-empresas-brasileiras-podem-ser-afetadas/"></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Desde o dia 07/05/2009 um computador chamado &#8211; Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, apelidado de HAL que só existe 02 similares no mundo, trabalha sem cessar no sub-solo do Banco Central para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias <span id="more-259"></span>das 182 instituições financeiras instaladas no Brasil.</h2>
<p style="text-align: justify;">Em 04 dias de operação, ele criou nada menos que 150 milhões  de diferentes pastas, uma para cada correntista do País, interligados pos CPF’s e CNPJ’s aos nomes dos titulares e de seus procuradores. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário, passando a ser uma ferramenta poderosa para combater fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário, quando o sistema se estabelecer o CCs deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo em 2011 é cruzar on-line as informações que envolvam CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual, federal com:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">CARTÓRIOS</span>: Checar os bens imóveis – terrenos, casas, aptos, sítios, construções;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">DETRANS</span>: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skits e etc.;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">EMPRESAS EM GERAL</span>: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F e etc,), passando a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e serviços e geral, bem como os financiamentos em geral.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento e controle da vida fiscal das pessoas ficarão tão aperfeiçoados que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de imposto já pronta, para o contribuinte validar. Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação ás empresas, a partir de 22/01/07 foi instalado o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, que é um gigantesco banco de dados do Fisco, que armazenará informações de tudo o que as empresas compram, vendem e arrecadam de impostos, e ficará a disposição da Receita Federal e das 27 secretarias estaduais da Fazenda.</p>
<p style="text-align: justify;">O SPED compreende 04 subprojetos:</p>
<p style="text-align: justify;">1 – Escrituração Contábil Digital (ECD), a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Livro Razão;</li>
<li>Livro diário;</li>
<li>Livro de Balancete Diários e Balanços;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas sujeitas a tributação do Imposto de Renda, com base no lucro Real.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – Escrituração Fiscal Digital (EFD) a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Registro de Entradas;</li>
<li>Registro de Saídas;</li>
<li>Registro de Inventário;</li>
<li>Registro de Apuração de IPI;</li>
<li>Registro de Apuração de ICMS.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas contribuintes de ICMS e/ou IPI.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)</p>
<p style="text-align: justify;">Alteração da nota fiscal em papel modelo (1 ou 1A) por nota fiscal eletrônica com validade jurídica para todos os fins, com o objetivo de documentar as operações de circulação de mercadorias.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 21 de setembro de 2009, para todas as empresas que tenham operações comerciais com produtos e serviços, uma vez que o talonário de papel deixou de ter valor.</p>
<p style="text-align: justify;">4 - Conhecimento de Transporte Eletrônico (Ct-e)</p>
<p style="text-align: justify;">É um documento para fins fiscais, para o serviço de transporte de cargas realizada (Rodoviário, Ferroviário, Aquaviário, e Dutoviário).</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas Jurídicas obrigadas: Ainda não há previsão de obrigatoriedade de emissão do CT-e pelas empresas prestadoras de serviços de transporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente o  regime tributário das empresas hoje está dividido em:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">LUCRO REAL</span>: Maioria das empresas de grande porte, representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">LUCRO PRESUMIDO</span>: Maioria das empresas de pequeno e médio porte, representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">SIMPLES NACIONAL</span>: 70% das empresas do Brasil respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional, ou seja, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de “ir acertando” os detalhes que faltam para minimizar problemas futuros, pois até o final de 2010 toda e qualquer empresa independente do regime tributário, precisam estar preparadas eletronicamente para atender o SPED.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Leia também</h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://projetodsd.com.br/?p=256">Os 07 maiores erros na gestão empresarial.</a></p>
]]></content:encoded>
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