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Como sobreviver aos problemas econômicos

Apesar das adversidades, a pandemia tem trazido várias oportunidades. Tudo depende de como se vê a situação!

Empresário se reinventando em home office para lidar com problemas econômicos na quarentena

Estamos passando por um período bastante desafiador, com a COVID-19. Assim, entre os esforços para conter a pandemia e os consequentes problemas econômicos, muitos empreendedores se sentem de mãos atadas enquanto o negócio afunda. Contudo, o atual contexto também traz oportunidades. Tudo depende da forma como se vê a situação!

É natural a preocupação com as finanças, visto que, com as contas chegando, as portas fechadas e a incerteza do amanhã, parece realmente impossível sobreviver a essa crise. Entretanto, não são os acontecimentos ao redor que definirão o sucesso ou fracasso da sua empresa, mas as suas atitudes diante dos fatos.

Problemas econômicos durante a pandemia

O que você está lendo/escutando é sintoma ou raiz do problema. Não se trata apenas da pandemia, do isolamento social e da situação econômica do país, mas da dificuldade cultural do brasileiro com o empreendedorismo e as finanças.

Então, leve em conta as informações divulgadas, mas procure recebê-las com sensatez, buscando entender suas reais causas e visualizando suas prováveis consequências.

Nesta hora é importante ter uma opinião própria e, principalmente, procurar desmentir o impossível. Porque sempre há algo que se possa fazer para transpor obstáculos, ainda que ninguém o tenha feito até o momento!

Para além dos problemas financeiros

Portanto, faça planos e não se importe com os atrasos que os eventos impuseram. Aproveite a quarentena para refletir, compreender os números do seu negócio e redirecionar os trilhos, sem afobação. O tempo será um aliado importante para você!

Aja com prudência, mas não tenha medo de errar, pois os erros fazem parte do processo e sempre trazem ensinamentos. Lembre-se que ninguém nasce sábio neste planeta. A sabedoria é conquistada com o aproveitamento das circunstâncias.

Por isso, troque a lente dos óculos da vida e tente enxergar o que você precisa enfrentar e para que isto vai ajudá-lo. Você vai perceber que, além de ajudar a reerguer o seu negócio em meio aos problemas econômicos decorrentes da pandemia, sua nova postura vai trazer a satisfação de ver outras pessoas beneficiadas com suas inovações.

Foto de Jack Sparrow por Pexels

Crise mundial, após 01 ano?

Após crise das empresas “pontocom” o FED baixou a taxa básica de juros, induzindo as pessoas ao consumo.

Em janeiro de 2001 as taxas de juros que servem de parâmetro para o crédito eram de 6% ao ano. Após “crise do pontocom”, em 2001, o Banco Central Americano (FED) baixou as taxas de juros dez vezes para 2% ao ano, na expectativa de incentivar a produção, reduzir a taxa de desemprego e induzir as pessoas a consumir. (mais…)

Brasil sai da recessão, mas não da crise

As pessoas criticam só o Banco Central, mas o problema são os juros que o governo paga pela dívida líquida pública.

A economia brasileira nos últimos anos (2006-2008) cresceu a passos rápidos, ajudada pelo aumento de preço das commodities (minérios e gêneros agrícolas produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial), pelo inédito volume de recursos financeiros externos sob as mais variadas formas, pelo crédito interno tomado pelas empresas e uma maior condição de compra do consumidor (empréstimos de longo prazo). (mais…)

Vamos ter que ficar em dia com o Leão

O BC trabalha sem cessar para cruzar on-line os dados de CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual e federal.

Desde o dia 07/05/2009 um computador chamado Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, apelidado de HAL, que só existem 02 similares no mundo, trabalha sem cessar no sub-solo do Banco Central para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no Brasil.

Em 04 dias de operação, ele criou nada menos que 150 milhões de diferentes pastas, uma para cada correntista do país, interligados pelos CPF’s e CNPJ’s aos nomes dos titulares e de seus procuradores. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do país, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário, passando a ser uma ferramenta poderosa para combater fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro.

A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário. Quando o sistema se estabelecer o CCs deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.

O objetivo, em 2011, é cruzar on-line as informações que envolvam CPF ou CNPJ em âmbito municipal, estadual, federal com:

CARTÓRIOS: Checar os bens imóveis – terrenos, casas, aptos, sítios, construções;

DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis etc.;

EMPRESAS EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F etc.), passando a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e serviços e geral, bem como os financiamentos em geral.

O acompanhamento e controle da vida fiscal das pessoas ficarão tão aperfeiçoados que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de imposto já pronta para o contribuinte validar. Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas etc.

Com relação às empresas, a partir de 22/01/07 foi instalado o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, que é um gigantesco banco de dados do Fisco, que armazenará informações de tudo o que as empresas compram, vendem e arrecadam de impostos, e ficará à disposição da Receita Federal e das 27 secretarias estaduais da Fazenda.

O SPED compreende 04 subprojetos:

1 – Escrituração Contábil Digital (ECD): a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:

  • Livro Razão;
  • Livro Diário;
  • Livro de Balancete Diários e Balanços;

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas sujeitas a tributação do Imposto de Renda, com base no lucro Real.

2 – Escrituração Fiscal Digital (EFD) a partir do sistema de contabilidade da empresa deve ser gerado um arquivo digital, para ser submetido ao Programa Validador e Assinador:

  • Registro de Entradas;
  • Registro de Saídas;
  • Registro de Inventário;
  • Registro de Apuração de IPI;
  • Registro de Apuração de ICMS.

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 1 de janeiro de 2009, as empresas contribuintes de ICMS e/ou IPI.

3 – Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

Alteração da nota fiscal em papel modelo (1 ou 1A) por nota fiscal eletrônica com validade jurídica para todos os fins, com o objetivo de documentar as operações de circulação de mercadorias.

Pessoas Jurídicas obrigadas: A partir de 21 de setembro de 2009, para todas as empresas que tenham operações comerciais com produtos e serviços, uma vez que o talonário de papel deixou de ter valor.

4 – Conhecimento de Transporte Eletrônico (Ct-e)

É um documento para fins fiscais, para o serviço de transporte de cargas realizada (Rodoviário, Ferroviário, Aquaviário, e Dutoviário).

Pessoas Jurídicas obrigadas: Ainda não há previsão de obrigatoriedade de emissão do CT-e pelas empresas prestadoras de serviços de transporte.

Atualmente o  regime tributário das empresas hoje está dividido em:

LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte, representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;

LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte, representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;

SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional, ou seja, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade.

A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de “ir acertando” os detalhes que faltam para minimizar problemas futuros, pois até o final de 2010 toda e qualquer empresa independente do regime tributário, precisam estar preparadas eletronicamente para atender o SPED.

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