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Administração, Geral - 31/05/2019

O desafio de empreender e a educação

O mundo está em transformação, então cada empreendedor pode construir a sua própria história de sucesso.

Vivemos em um mundo em transformação, onde os tradicionais métodos de aprendizagem estão, pouco a pouco, sendo substituídos pelo desenvolvimento de habilidades práticas que impactam diretamente nos resultados ao empreender.

Essa mudança já é uma tendência e representa uma revolução para os negócios, já que a forma de aprender tem relação direta com a maneira como enxergamos o mundo e a nós mesmos, e como nos posicionamos nos negócios.

Hoje ainda colhemos frutos de uma educação engessada e, portanto, precisamos agir logo para mudar a situação enquanto é tempo. É o caso dos diversos empreendedores que enfrentam problemas financeiros semelhantes, porque não tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades empreendedoras na escola e no lar.

Mas, para que essa transformação aconteça, é preciso que as pessoas percebam onde está a raiz do problema e reconheçam a necessidade de mudança.

A dificuldade de empreender começa no sistema educacional

Entretanto, este não é um problema apenas do empreendedor. A falta de dinheiro para pagar as contas, por exemplo, pode acontecer por não conhecer bem os números do negócio. Mas, ao pensar no motivo de não entender os números do negócio, logo se percebe que o problema começa com a defasagem na educação do país.

Porque a metodologia tradicional de ensino, ainda presente na maioria das escolas, limita o aluno a decorar fórmulas e acumular conhecimento, sem dar um sentido para o aprendizado, muito menos dar espaço para o aluno desenvolver o pensamento crítico e tirar suas próprias conclusões. Desta forma, o problema educacional tornou-se o vilão que se camuflou nos desafios do dia a dia do empreendedor.

O impacto do aprendizado no empreendedorismo

Considerando que empreender é construir algo de valor a partir de praticamente nada, o desafio das escolas é ajudar o aluno a descobrir o seu dom, incentivar a criatividade, o pensamento crítico e dar a liberdade de aprender a aprender por conta própria. Pois se não for criada uma conexão entre o aprendizado e os interesses do aluno, ultrapassando os limites da teoria, a pessoa terá muita dificuldade em aplicar seu conhecimento depois.

Pense no atual formato das aulas, na maioria das nossas escolas. As crianças aprendem teorias, decoram fórmulas e fazem provas na expectativa de tirarem boas notas. E aqueles que têm um jeito diferente de aprender, que levantam questões que estão fora do currículo acadêmico ou que são mais “criativos”, são “ensinados” a seguir o padrão.

Agora imagine uma criança empolgada, com o dom de criar e se relacionar, em uma sala de aula dessas. Fazendo uso instintivo de seu dom natural, ela começa a brincar com o tema trazido em sala de aula e contagia os amigos a participar da sua brincadeira.

Mas como a aula “precisa” ser no formato tradicional, o professor chama a sua atenção e a direciona para o seu lugar. A criança é obrigada a ouvir a explicação quieta e a bloquear as suas ideias relacionadas ao tema.

Este aluno aprendeu que deve apenas cumprir ordens e que está limitado a este formato. Sua brincadeira talvez ajudasse a turma a pensar sobre o assunto de formas diferentes, mas, por ser encarada como “bagunça”, seu comportamento criativo foi podado. Assim, com o passar do tempo ele abriu mão de sua ousadia e criatividade em outras áreas, também, perdendo a habilidade natural de empreender.

Portanto, os problemas financeiros, que acometem tantas empresas, são apenas reflexo dessa trava que foi plantada nos atuais empresários. Porque a criatividade, a organização, o dom e a capacidade de desenvolver habilidades e se reinventar já nasce com cada ser humano. Mas, no decorrer de sua vida, vão surgindo sistemas e situações que sufocam essas qualidades, uma a uma.

As pessoas, depois, até têm o impulso de empreender (tanto que chegam a abrir seu negócio), mas na hora que os obstáculos começam a surgir, os conceitos e crenças limitantes plantados em sua trajetória falam mais alto e as fazem desacreditar em seu potencial. Então ficam presas em problemas que ameaçam a continuidade da empresa e projetam a responsabilidade nos outros.

A esperança de um novo modelo educacional

Disciplina é importante, mas com tantas podas, a criança perde a capacidade natural de se reinventar. Isso certamente reflete na vida adulta, quando surgem problemas e não tem um professor na frente da pessoa para dizer qual é o padrão de resolução.

Por isso algumas instituições de ensino estão investindo na mudança dessa realidade, com atividades fora do modelo convencional, que contribuem para o desenvolvimento da autonomia, da ética e das habilidades individuais. São escolas que moldam o aprendizado com a vivência, promovendo a resolução de problemas de forma prática.

Os professores passam a ser mentores das crianças e as ensinam a pensar, tomar decisão, formar equipe e construir alternativas por si mesmas, usando o conhecimento adquirido e suas próprias habilidades.

A estimativa é que daqui uns dez ou vinte anos o modelo educacional já tenha se expandido para as escolas convencionais. Assim, além de aprender as matérias necessárias, da grade curricular, as crianças e jovens entenderão como lidar com problemas reais e desenvolverão a habilidade de se reinventar.

Você pode construir sua história de sucesso

Mas, apesar das escolas já estarem mudando, o empreendedor de hoje foi educado no modelo tradicional e, portanto, sofre com a gestão da empresa. Se este for o seu caso, você pode decidir aplicar esse novo modelo em sua vida e mudar sua história. É hora de rever conceitos, abrir a mente para novas ideias e colocar a mão na massa.

Pois a solução para o problema financeiro está ao seu alcance: basta entender os números do seu negócio para identificar onde está perdendo dinheiro. Contudo, é preciso ter coragem de enfrentar o novo e se permitir quebrar a barreira criada na infância. É preciso se levantar da cadeira de aluno convencional e buscar sua própria forma resolver o problema.

Esse é o desafio que eu proponho a você! Enquanto o nosso sistema educacional passa por suas mudanças, pense no que você pode fazer hoje para virar esse jogo. Acredite em seu potencial, olhe para o seu negócio e tenha iniciativa!

Encare a realidade, busque a informação necessária para encontrar soluções, procure oportunidades, utilize recursos que funcionam para o seu negócio, aproveite os dons (seus e da sua equipe), siga seu instinto e invista nas suas ideias e em projetos inovadores.

Porque, embora as crenças da infância e os fatores externos influenciem nos negócios, cada empreendedor pode construir a sua própria história de sucesso. Com essa nova atitude, você conseguirá enfrentar os desafios e provocar uma verdadeira transformação em seu negócio.

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.