Projeto DSD Consultores

Administração, Brasil, Fiscal Tributária, Geral - 24/05/2013

Milionários com o dinheiro alheio

1732 fiscais têm patrimônio incompatível com a renda. Agora, quem não provar a origem dos bens será demitido.

Será que esta medida poderia ser estendida para os Governos Estadual e Federal, para a Câmara de Vereadores e Deputados, Senado, Funcionalismo Público, Estatais e outras áreas do gênero?

Acho que o prefeito é um louco ou visionário. Só o tempo dirá, leia o artigo:

Toda manhã, o servidor municipal X deixa sua casa, entra em seu carro e vai fiscalizar obras na cidade de São Paulo. Trabalha oito horas por dia e, no fim do mês, recebe um salário de 3.600 reais – com os descontos, sobram menos de 3.000 reais. Há 25 anos, X repete essa rotina. Nesse período, ele viu a maioria dos colegas acumular, com muito esforço, um carro popular e uma casa na periferia. Mas X foi muito além: tem em seu nome 6,4 milhões de reais em imóveis. Se poupasse todo mês 60% de sua renda bruta, precisaria de 247 anos para juntar essa bolada. O segredo de X não está na economia que faz, mas na propina que extorque dos contribuintes.

Esse personagem real é um dos 1732 casos suspeitos encontrados pela prefeitura em um cruzamento entre o salário dos fiscais e seu patrimônio – somente imóveis em seu nome na cidade de São Paulo, sem contar carros e propriedades em outros municípios e no nome de parentes. O cruzamento identificou 813 fiscais que precisariam trabalhar trinta anos, poupando 60% do salário, para justificar seus bens. Outros 583 teriam de ter trabalhado por 35 anos, e 276 necessitariam de cinquenta anos. No topo do ranking dos multiplicadores de patrimônio, estão sessenta servidores que acumularam em riquezas o equivalente a mais de 100 anos de salário. A auditoria foi à primeira ação da Corregedoria do Município, criada pelo prefeito Fernando Haddad. Agora, os servidores suspeitos por enriquecer com uso de dinheiro alheio terão de explicar a origem de seus bens. Quem não conseguir será alvo de um processo administrativo que pode resultar em demissão.

A partir desta semana, todos os servidores terão de declarar seu patrimônio em um portal eletrônico lançado pela corregedoria. Esses dados serão cruzados com as bases do imposto de renda e informações de cartórios de imóveis. “Com o sistema, a prefeitura terá instrumento para verificar a veracidade das declarações. Quem mentir ou omitir bens poderá ser demitido e processado”, diz o corregedor Mário Spinelli. Com isso, a prefeitura quer tirar das ruas os fiscais corruptos e evitar o surgimento de casos como o de Hussain Aref, o ex-chefe do departamento de Aprovação de Edificações da gestão Gilberto Kassab, cujo sobrenome virou adjetivo, tamanho foi o patrimônio que ele acumulou durante os 39 anos na prefeitura: mais de 100 imóveis, avaliados em 50 milhões de reais. Afastado do cargo no ano passado, ele responde a processo na Justiça.

Fonte: Revista Veja 22/05/2013

Autor: Otávio Cabra

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.

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