Projeto DSD Consultores

Finanças - 20/12/2011

Desmistificando o Fluxo de Caixa

O que quebra uma empresa não é o seu prejuízo, mas a falta sistemática de dinheiro no caixa.

O Brasil é um país burocrático com alta carga tributária e pouco acesso ao crédito. É comum o empresário ficar preocupado com as vendas e depois descobrir que o dinheiro está em contas a receber, no estoque ou nas contas inadimplentes. É na organização e no controle do Fluxo de Caixa que as empresas conseguem um equilíbrio financeiro para tomar decisões rápidas e pontuais.

O Fluxo de Caixa é um instrumento de gestão que auxilia na visualização e na compreensão das movimentações financeiras. Não diz respeito ao lucro e sim à quantidade de dinheiro que entra e sai da empresa em um determinado período de tempo (diário, semanal, mensal…), com a finalidade de manter um nível de liquidez que permita saldar os compromissos assumidos nos prazos estipulados, sem a necessidade de recorrer a empréstimos, cheque especial, atrasar pagamento, antecipar recebíveis ou vender parte do imobilizado.

Em resumo, é ter dinheiro para pagar as contas, sendo muito útil para planejar antecipadamente a capacidade de pagamentos antes de assumir compromissos, a reposição de estoque, investimentos, retiradas, promoções de vendas, necessidade de capital de giro e políticas de prazos de pagamentos e recebimentos.

Ele deve ser planejado para o prazo mínimo de três meses, evitando assim sobressaltos. Não são necessários sistemas caros – planilhas em Excel resolvem perfeitamente a questão – para tanto é necessário ter um bom controle de contas a pagar, contas a receber, projeção de vendas e acompanhamento de saldos bancários.

Planilha de Fluxo de Caixa

Com o objetivo de auxiliar o empresário a orientar-se, a Projeto DSD Consultores elaborou uma Planilha de Fluxo de Caixa que demonstra os registros diários de entradas e saídas do caixa, possibilitando que o empresário tenha uma visão antecipada do saldo de caixa.

Há momentos em que o desequilíbrio financeiro acontece por vários motivos. Os sintomas mais frequentes são:

  • Insuficiência crônica de caixa;
  • Captação sistemática de recursos, através de empréstimos, descontos de duplicatas, antecipação de cheques ou cartões.

É necessário entender as causas prováveis

  • Operação não gera lucro;
  • Compras incompatíveis com as vendas;
  • Despesas administrativas elevadas;
  • Diferenças acentuadas em decorrência dos prazos médios de pagamento e recebimento;
  • Diminuição do volume de vendas, imobilizando recursos no estoque;
  • Investimento inadequado, aumentando o nível de endividamento;
  • Aumento no prazo de vendas, para aumentar participação no mercado;
  • Distribuição em lucros com valores incompatíveis com a geração do caixa;
  • Custo financeiro elevado;
  • Aumento da inadimplência;
  • Baixa produção do ativo fixo;
  • Retração do mercado.

Buscar medidas de saneamento

  • Melhorar o sistema de cobrança;
  • Controle rígido de custos e despesas;
  • Aumento do giro do estoque;
  • Diminuição do prazo de recebimento;
  • Negociar aumento do prazo de pagamento a fornecedores;
  • Desmobilização de ativos ociosos;
  • Postergar ao máximo o pagamento de contas, sem prejudicar o crédito da empresa;
  • Aumento do capital, através do aporte de novos recursos.

Boa sorte e bons negócios!

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.

  • Gerson B. Mazza

    Matéria foi divulgada de forma simples , clara e objetiva.
    Parabéns

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