Projeto DSD Consultores

Brasil, Finanças - 14/12/2011

Brasileiros batem recorde de compras nos EUA

Preços mais acessíveis têm atraído cada vez mais compradores brasileiros aos EUA.

Os compradores brasileiros estão tomando os Estados Unidos nesta temporada de Natal, um impulso bem-vindo para varejistas dos EUA que enfrentam uma economia lenta. Armados com uma moeda forte, um acesso mais fácil ao crédito e um apetite para compras nos EUA aparentemente inesgotável, os brasileiros têm deposto nações mais ricas, como o Reino Unido, como os maiores gastadores estrangeiros em mercados-chave dos EUA, como Nova York e Flórida. Os brasileiros se tornaram os clientes internacionais mais lucrativos na Flórida, depois de gastarem US $ 1 bilhão nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 61% sobre 2010 e mais do que o dobro do segundo maior grupo gastador, o dos britânicos. Cerca de 700.000 brasileiros devem visitar Nova York neste ano, mais do que o dobro de 2009. Isso é menos do que o total de britânicos e alemães, mas os brasileiros devem gastar mais do que os dois grupos somados, segundo autoridades locais.

“Os consumidores brasileiros agora estão no topo da lista de todos os varejistas e, se não, eles estão no topo de suas listas de desejo”, disse Fred Dixon, vice-presidente sênior de desenvolvimento do turismo da NYC & Co., autoridade de turismo da cidade. A organização está fazendo campanha no Congresso americano para acelerar o processo de visto para brasileiros, e, eventualmente, acabar com a exigência dele. A nova influência global do comprador brasileiro reflete a ascensão da maior economia da América Latina, enquanto os EUA e a Europa permanecem atolados em crises. Uma década de estabilidade monetária e de bons preços das commodities ajudou a tirar milhões de pessoas da pobreza. Para muitos recém-classificados como classe média no Brasil, uma maratona de compras nos EUA é um importante rito de passagem.

Por que os brasileiros gostam de fazer compras nos EUA?

A grande razão para os brasileiros comprarem nos EUA é que tudo, desde os iPads, da Apple, até as camisas da Polo custam metade do preço cobrado no Brasil. Com altos impostos, o aumento da inflação e uma moeda sobrevalorizada, a economia relativamente fechada do Brasil se tornou um lugar extremamente caro para fazer ou comprar produtos – não necessariamente uma coisa boa para o crescimento a longo prazo. Os brasileiros economizam tanto comprando nos EUA em vez do Brasil que muitas vezes isso cobre o gasto com a passagem e as contas de hotel.

Mas no Brasil, nem todo mundo acha tão bom que os brasileiros viajem até os EUA para as compras. A presidente Dilma Rousseff tem tentado conter a alta do real, com resultados limitados. Nos últimos meses, o governo anunciou vários pacotes de incentivos e outras medidas para tornar a fabricação local e o varejo mais competitivos. Para pagar por eles, o Brasil também estabeleceu um imposto de 6% para compras com cartão de crédito no exterior. Até agora pouco tem dado resultado. A moeda caiu um pouco, mas permanece 25% acima do que estava no início de 2009. Os brasileiros estão a caminho de gastar 60% a mais no exterior do que no ano passado, que já foi um recorde. Ao longo do caminho, o consulado dos EUA em São Paulo se tornou o mais movimentado em processos para o visto.

Fonte: Valor Econômico 21/12/2011.

Escrito por:
Francisco Barbosa Neto

Diretor da DSD Consultores, iniciou sua atividades em 1989 com atuação em Gestão Empresarial. Como consultor, tem ajudado as pessoas a não perderem dinheiro com o seu negócio, mostrando uma nova maneira de pensar, agir e medir com relação à gestão financeira.

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